O que muda quando 46% dos dispositivos com credenciais vazadas não têm nenhum monitoramento


Toda empresa tem uma política de segurança no papel e poucas sabem, de fato, onde essa política para de valer.
Um dado do Check Point Exposure Management expõe exatamente esse ponto cego: 46% dos dispositivos associados a credenciais corporativas vazadas não têm nenhuma ferramenta de monitoramento ou segurança instalada.
Ou seja, quase metade dos casos em que uma senha de trabalho aparece exposta acontece em um ambiente que a empresa simplesmente não enxerga.
Isso muda a pergunta que toda liderança de segurança deveria estar fazendo. Não é mais "estamos protegidos?". É "sabemos onde não estamos?".
O problema não é falta de regra, mas a distância entre a política escrita e o comportamento real do time.
Na prática, esse gap aparece assim:
→ Funcionário acessa email corporativo do notebook pessoal, sem antivírus corporativo ou EDR instalado → Senha de trabalho é reutilizada em conta pessoal que sofre vazamento, sem que a empresa saiba → Dispositivo sem gestão corporativa não gera log, não gera alerta, não entra em nenhum dashboard de segurança
O resultado é um ambiente de risco que cresce fora do perímetro que a empresa efetivamente monitora e que só aparece quando já virou incidente.
Esse movimento não é isolado.
Segundo o Verizon - Mobile Security Index, houve um aumento de 53% nos comprometimentos de segurança ligados a dispositivos móveis, reforçando que a superfície de ataque fora do ambiente corporativo tradicional está crescendo mais rápido do que a capacidade das empresas de monitorá-la.
Some isso a outro dado do mesmo relatório da Check Point Services: o volume de credenciais vazadas cresceu mais de 160% em 2025 na comparação com 2024.
Mais exposição, em mais dispositivos, com menos visibilidade, essa é a combinação que sustenta o crescimento do risco.
Como coloca Bruce Schneier, um dos nomes mais respeitados em segurança da informação:
"Segurança é um processo, não um produto."
Isso significa que nenhuma ferramenta, isoladamente, resolve o problema do dispositivo não gerenciado. O que resolve é o processo de identificar continuamente onde a política para de alcançar, e agir antes que o atacante encontre essa lacuna primeiro.
Toda empresa acredita que sabe onde termina seu perímetro de segurança. A maioria descobre o contrário durante um incidente, não antes dele.
Na IntgroTech, ajudamos organizações a mapear essa exposição fora do ambiente tradicional, antes que ela apareça como manchete. Fale com a gente. 🔐




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