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3 métricas que mostram se a segurança da informação está gerando valor ou só custo

  • Foto do escritor: Carlos Giliarde
    Carlos Giliarde
  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura

Mulher usando notebook em uma mesa redonda, com a tela exibindo um aplicativo de VPN ativado, mostrando ícone central e indicação de conexão segura. Ao lado do computador há uma agenda ou caderno fechado.


Durante muito tempo, segurança da informação foi tratada como “seguro contra incêndio”: só lembrada quando algo dava errado. Mas hoje, em um cenário em que 71% das empresas sofreram ao menos uma tentativa significativa de ataque em 2023 (Gartner), não dá mais para defender investimentos em segurança apenas com base no medo.


É preciso traduzir proteção em valor de negócio. E é aqui que entram as métricas.


Entre dezenas de indicadores possíveis, três delas conseguem responder à pergunta que mais importa para a liderança: 👉 A segurança está protegendo o negócio ou só consumindo orçamento?


1. MTTD – Mean Time to Detect

O tempo médio que a equipe leva para identificar um incidente.


Segundo a IBM, em 2023 uma violação de dados levava em média 204 dias para ser detectada. Ou seja: meses de risco invisível, em que dados sensíveis ficam expostos e operações comprometidas sem que ninguém perceba.


Quando o MTTD cai, significa que a empresa está:


  • Monitorando melhor suas superfícies de ataque.

  • Detectando anomalias com mais rapidez.

  • Evitando que pequenos sinais virem grandes crises.


Cada dia economizado aqui reduz impacto financeiro, reputacional e operacional.


2. MTTR – Mean Time to Respond

Detectar rápido não basta, é preciso responder rápido.


O MTTR mede quanto tempo a equipe leva entre identificar e neutralizar o incidente. Na prática isso significa:


  • Menos tempo de sistemas parados.

  • Menos perda de receita e produtividade.

  • Mais confiança do board de que segurança não trava o negócio, mas garante continuidade.


3. Taxa de incidentes evitados com Segurança da Informação eficaz

Esse indicador mostra a efetividade real da segurança: quantas tentativas de ataque ocorreram versus quantas de fato foram bem-sucedidas.


A Verizon (DBIR 2023) identificou que 82% dos incidentes de segurança têm origem humana, o que reforça a importância de medir não só tecnologia, mas também processos e cultura.


Se a empresa consegue mostrar que, de 1.000 tentativas de invasão, apenas 5 chegaram a causar algum impacto, isso é prova concreta de que os investimentos estão reduzindo risco de forma mensurável.


Segurança não é sobre ter a ferramenta mais cara ou a equipe mais robusta.


É sobre mostrar ao conselho e à diretoria que cada real investido está protegendo receitas, reputação e continuidade do negócio.


MTTD, MTTR e taxa de incidentes evitados são mais do que números: são a ponte entre segurança e valor estratégico.


Ou como disse o Gartner:


“Segurança só será vista como investimento quando conseguir traduzir risco mitigado em impacto direto para o negócio.”

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